
Bom dia pessoal! Cá estou eu novamente para atualizar vocês no Desafio Literário entre essa que vos fala e minha Parceira querida Karen (e também a Melissa que entrou na brincadeira mais tarde). Não, eu não consegui atingir a meta inicial de 15,000 palavras. Mas não estou triste: tenho a mania persistente e irritante de sempre tentar olhar adversidades pelo lado positivo (Hufflepuff, anyone?) e durante esse mês de Novembro eu aprendi algumas coisas muito interessantes.
Eu não consigo escrever sem planejamento. Certo, isso eu já deveria saber, pois sou assim com tudo na minha vida. Desde que me entendo por gente sempre tive um plano A, um plano B e às vezes até um plano C perdido na minha mente, e é óbvio que para escrever não seria diferente. Eu tentei algumas vezes simplesmente deixar a história fluir, e escrevi sem saber ao certo onde estava indo. Mas isso me enlouqueceu e eu acabei passando mais tempo corrigindo o que fluiu naturalmente (e que precisava ser corrigido, não me entendam mal) do que deixando a história seguir sendo desenvolvida.
A Internet é linda, mas é uma praga. Isso é um fato. Eu amo facebook, passo grande parte do meu tempo no twitter e meu skype fica ligado constantemente, mas quando vou escrever essas são grandes distrações. A solução que eu encontrei foi o Self-Control, um programinha que “desliga” a Internet por um período que você determina. Não adianta tentar conectar que não vai. No meu quarto no entanto, há um Self-Control automático: basta eu sentar na cama ou no sofá que a Internet não conecta de jeito algum. SCORE!
É preciso criar hábitos. Acho que o grande objetivo desse desafio era exatamente esse, e nisso eu falhei miseravelmente. Sem desculpas, sem enfeites. Não criei o hábito de escrever todos os dias em determinada hora, fazia quando dava, quando sobrava um tempo e esse foi meu maior erro, a deficiência a ser trabalhada com mais ênfase da próxima vez.
Escrever é bom, mas ainda é um hobby. Eu amo escrever. Amo dar vida a pessoas que só existem na minha cabeça, criar situações inusitadas, imaginar diálogos e relacionamentos para elas. Se eu pudesse, passaria meus dias dividida entre leitura e escrita. Mas não posso. Eu tenho um trabalho para me dedicar, uma casa pra cuidar, e uma faculdade pra terminar. No começo da terceira semana do desafio, eu me empolguei e decidi ficar em casa escrevendo ao invés de ir pra aula. O resultado foi que perdi uma prova surpresa, e agora estou correndo atrás para recuperar. Isso me chamou um pouco para a realidade e foi nesse momento que eu acabei deixando o desafio um pouco de lado. Escrever é maravilhoso, é uma terapia – mas infelizmente não é minha prioridade no momento.
Tendo dito isso, eu escrevi mais nesses trinta dias do Desafio do que durante todo esse ano. Foram pouco mais de 9,100 palavras e apesar de não ter atingido a meta proposta, estou muito orgulhosa do que eu tenho em mãos. Não foi fácil conciliar tudo – ser uma jedi – mas as melhores coisas da vida são complicadas. Meu desafio com a Karen terminou dia 30/11, mas as histórias na minha cabeça continuam vivas, pedindo para serem transformadas em palavras e transcritas numa folha em branco. E é isso que eu vou fazer, aos poucos. Planejar, arrumar tempo, criar um hábito, desligar a Internet e… escrever!
P.S.: Como a Karen cumpriu (e ultrapassou!!! Muito orgulho de você, Parceira!) a meta proposta, eu não preciso usar o nariz de palhaço. Ao invés disso, ela receberá a belezinha abaixo na casa dela em breve. E agora eu pergunto, tem como ficar triste sabendo que o fato de eu não ter escrito 6,000 palavras a mais vai servir para que ela finalmente conheça o gênio de John Green? Não… realmente não tem!
