Essa semana eu almocei com um grupo de mulheres no meu antigo serviço. Conversa vai, conversa vem, o papo da vez foi o livro 50 Tons de Cinza e suas sequências. Sim, eu li o primeiro e não tenho vergonha de admitir. Eu sabia que seria ruim, mas estava cansada de ter colegas me perguntando como eu podia ter uma opinião sobre algo que eu não conhecia. Engoli (há!) minha vontade de responder que não era preciso ler pra saber que era uma porcaria, e baixei o famoso livro de E.L. James. Confesso que a única coisa que permitiu que eu chegasse ao final das mais de 300 páginas foi ter amigas do Por Essas Páginas e Café com Blá Blá Blá (além da minha companheira de Doctor Who, Mari) lendo e tirando sarro comentando comigo.

Eu gosto de pensar que tenho a cabeça aberta pra leitura. É claro, existem gêneros que eu não passo perto – como terror – mas erótico não é um deles (embora eu precise confessar que minha experiência com o gênero se resume à fanfics). Por isso foi com o coração aberto que comecei a folhear as páginas de 50 Shades, determinada a entender o motivo da febre. Primeiro, para um cara que fala “I don’t make love, I fuck“, Christian Grey deixa a desejar. Muito. Desculpe, Sr. Grey, mas você é a prova de que cachorro que late não morde. Anastasia, que irrita desde o começo por ter o charme de uma lesma morta (olá Suzanne Collins!), se torna insuportável quando aparece com sua “deusa interior” que saltita, pula e ganha medalhas olímpicas. Mas tudo bem, isso tudo é uma questão de gosto e eu entendo quem não o tenha e aprecie esse tipo de narrativa. Existe apenas um motivo que me leva a respeitar um pouco menos quem gosta da trilogia de E.L. James.

50 Tons de Cinza é um livro extremamente mal escrito. 

Isso é um fato, e seu argumento é inválido.

Oh my!

Pois é, esse é o desafio 24 na minha lista de 30 Before 30. Resolvi utilizar o Instagram para postar uma foto por dia porque é bem mais fácil ter acesso diário ao meu celular do que ao meu laptop. Esse post será a lista master das fotos postadas, e eu o atualizarei sempre que possível.

(more…)

Há alguns meses postei uma lista com 30 coisas eu eu desejo fazer antes de completar 30 anos. Em Agosto, um dos itens pôde ser retirado da lista: andar de balão!

Minha irmã e meu cunhado vieram passar dez dias aqui na terra do Tio Sam, e eu fui me encontrar com eles em Orlando, Flórida. Como dia 12 foi aniversário da melhor irmã do mundo, eu e meu cunhado preparamos a pequena surpresa pra ela, e apesar de termos ficado mortos de cansados após acordar às 4:30 da manhã, valeu cada segundo!!

O vídeo não é meu (porque eu só me dei conta que minha câmera não tinha cartão de memória quando cheguei ao local do show), mas a emoção que senti não poderia ser capturada de forma alguma. Foi um show repleto de risadas, de energia positiva, de acompanhamento da platéia, e sim, de lágrimas. Porque eu chorei. A princípio eu nem percebi que elas escorriam por meu rosto, tão empolgada eu estava entoando a história do submarino amarelo em que todos nós gostaríamos de viver. Só após sairmos de dentro da canção, de volta aos nossos corpos com o encanto quebrado pelas palmas que nem percebíamos estar batendo, foi que me dei conta que chorava. E não chorava porque estava feliz ou extremamente emocionada. Chorava porque ali, naquele momento, me dei conta de que havia realizado um sonho que eu nem sequer sabia que cultivava. E esse, meus amigos, é um sentimento que não pode ser contido dentro de nós.

Tomorrow never knows!

Abril foi o mês do aniversário de uma amiga minha – Kaká – e inevitavelmente falamos sobre envelhecimento e a chegada dos temidos 30. Para mim, esse dia está mais perto do que para ela, e juntando meu objetivo de transformar esse marco em algo extremamente positivo, com minha obsessão por listas resolvi participar da grande brincadeira dos 30 Before 30.

De acordo com a foto, deveria ser 85 Before 85

Basicamente nós fazemos uma lista com 30 coisas que queremos realizar antes de completar 30 anos. No meu caso, eu decidi me prender à coisas que dependem única e exclusivamente da minha força de vontade, capacidade de planejamento e habilidade de guardar dinheiro. I mean, “cultivar tomates” estava na minha pré-lista, mas como o lugar onde moro agora (e do qual não pretendo sair tão cedo) torna isso basicamente impossível, meu plano de comer tomates colhidos em casa não são viáveis.

Então eis que lhes apresento, senhoras e senhores, a minha lista de 30 Before 30.

Let the others grow old, not me!

Com 2011 chegando ao fim, é hora de eleger os melhores e os piores do ano. A categoria que eu escolhi, sem surpresas, foi a literária. 2011 foi o ano que eu mais li e cheguei até a sair um pouco da minha zona de conforto. Por isso hoje eu vou listar os meus 15 livros favoritos de 2011 (porque 10 é um número extremamente pequeno, concordam?), em ordem alfabética.

“In books I have traveled, not only to other worlds, but into my own.”

Bom dia pessoal! Cá estou eu novamente para atualizar vocês no Desafio Literário entre essa que vos fala e minha Parceira querida Karen (e também a Melissa que entrou na brincadeira mais tarde). Não, eu não consegui atingir a meta inicial de 15,000 palavras. Mas não estou triste: tenho a mania persistente e irritante de sempre tentar olhar adversidades pelo lado positivo (Hufflepuff, anyone?) e durante esse mês de Novembro eu aprendi algumas coisas muito interessantes.

Eu não consigo escrever sem planejamento. Certo, isso eu já deveria saber, pois sou assim com tudo na minha vida. Desde que me entendo por gente sempre tive um plano A, um plano B e às vezes até um plano C perdido na minha mente, e é óbvio que para escrever não seria diferente. Eu tentei algumas vezes simplesmente deixar a história fluir, e escrevi sem saber ao certo onde estava indo. Mas isso me enlouqueceu e eu acabei passando mais tempo corrigindo o que fluiu naturalmente (e que precisava ser corrigido, não me entendam mal) do que deixando a história seguir sendo desenvolvida.

A Internet é linda, mas é uma praga. Isso é um fato. Eu amo facebook, passo grande parte do meu tempo no twitter e meu skype fica ligado constantemente, mas quando vou escrever essas são grandes distrações. A solução que eu encontrei foi o Self-Control, um programinha que “desliga” a Internet por um período que você determina. Não adianta tentar conectar que não vai. No meu quarto no entanto, há um Self-Control automático: basta eu sentar na cama ou no sofá que a Internet não conecta de jeito algum. SCORE!

É preciso criar hábitos. Acho que o grande objetivo desse desafio era exatamente esse, e nisso eu falhei miseravelmente. Sem desculpas, sem enfeites. Não criei o hábito de escrever todos os dias em determinada hora, fazia quando dava, quando sobrava um tempo e esse foi meu maior erro, a deficiência a ser trabalhada com mais ênfase da próxima vez.

Escrever é bom, mas ainda é um hobby. Eu amo escrever. Amo dar vida a pessoas que só existem na minha cabeça, criar situações inusitadas, imaginar diálogos e relacionamentos para elas. Se eu pudesse, passaria meus dias dividida entre leitura e escrita. Mas não posso. Eu tenho um trabalho para me dedicar, uma casa pra cuidar, e uma faculdade pra terminar. No começo da terceira semana do desafio, eu me empolguei e decidi ficar em casa escrevendo ao invés de ir pra aula. O resultado foi que perdi uma prova surpresa, e agora estou correndo atrás para recuperar. Isso me chamou um pouco para a realidade e foi nesse momento que eu acabei deixando o desafio um pouco de lado. Escrever é maravilhoso, é uma terapia – mas infelizmente não é minha prioridade no momento.

Tendo dito isso, eu escrevi mais nesses trinta dias do Desafio do que durante todo esse ano. Foram pouco mais de 9,100 palavras e apesar de não ter atingido a meta proposta, estou muito orgulhosa do que eu tenho em mãos. Não foi fácil conciliar tudo – ser uma jedi – mas as melhores coisas da vida são complicadas. Meu desafio com a Karen terminou dia 30/11, mas as histórias na minha cabeça continuam vivas, pedindo para serem transformadas em palavras e transcritas numa folha em branco. E é isso que eu vou fazer, aos poucos. Planejar, arrumar tempo, criar um hábito, desligar a Internet e… escrever!

P.S.: Como a Karen cumpriu (e ultrapassou!!! Muito orgulho de você, Parceira!) a meta proposta, eu não preciso usar o nariz de palhaço. Ao invés disso, ela receberá a belezinha abaixo na casa dela em breve. E agora eu pergunto, tem como ficar triste sabendo que o fato de eu não ter escrito 6,000 palavras a mais vai servir para que ela finalmente conheça o gênio de John Green? Não… realmente não tem!

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 74 other followers